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Como escolhi ser médico

 

Eu e minha família costumávamos passar as férias em Nova Almeida, interior do Espírito Santo, onde meus pais tinham casa.

Meu pai, que era ginecologista obstetra, mesmo estando em férias, levava a caixa cirúrgica com instrumental estéril, remédios e outras coisas para atender pessoas carentes daquela comunidade.

Um belo dia, chegou um garoto, de aproximadamente 10 anos de idade, com a coxa dilacerada por ter caído e se machucado, para dizer o mínimo, enquanto andava em cima de uma cerca de madeira pontuda.

Meu pai, vendo aquela cena, precisou improvisar rapidamente uma mesa cirúrgica, que foi a caixa da geladeira nova que tinha chegado. Em cima dela, colocou os campos cirúrgicos estéreis que tinha levado. Com toda aquela movimentação, meus irmãos começaram a sair de perto, apavorados. Ao contrário disso, eu – que era o quinto filho, que curiosamente recebi o mesmo primeiro nome de meu pai – me interessei, não parava de perguntar as coisas para ele. Talvez por falta de opção, o Dr. Armando não teve dúvidas, me pediu que o ajudasse.

Eu tinha 8 anos de idade e fiquei fascinado por tudo que estava acontecendo, a maneira como meu pai conduzia, o que ele conversava com o garoto, a agilidade para resolver a situação. Ali tive a oportunidade de ser um instrumentador cirúrgico.

É claro que meu pai não podia falar os nomes dos instrumentos de maneira correta, tinha que dizer algo do tipo “passe a tesoura, Armando”. Assim continuamos o procedimento.

A criança ficou ótima, meu pai aliviado e eu apaixonado. Naquele dia decidi que seria médico!

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